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Aprendendo a ajudar os filhos a superar a ansiedade.

Chegou a adolescência, época de mudanças hormonais, descobrimento da sexualidade, pressão das atividades escolares, conflitos pelos primeiros relacionamentos amorosos e expectativas para realização dos sonhos. Além disso, é necessário aprender a lidar com os conflitos pessoais, dos pais, dos familiares, dos amigos, buscar o corpo ideal, e ainda decidir qual faculdade vai cursar, ufa!, e ainda dizem que adolescente não tem nada pra fazer.

Aos pais cabe observar o nível de ansiedade que o seu filho vivencia neste período, pois sintomas como hipersensibilidade emocional  como choros contínuos, comportamentos exagerados como ataques de raiva, uso de álcool e outras drogas, noites acordadas, alimentação demasiada ou diminuída, entre outros sintomas, são formas que os adolescentes   encontram para lidar com o TAG – Transtorno de Ansiedade Generalizada.

Segundo o  DSM-IV (Manual Diagnóstico e Estatístico de Transtornos Mentais IV), o TAG é um distúrbio associado a “preocupação excessiva ou expectativa apreensiva”, mas tomemos cuidado antes de auto-diagnóstico ou a imposição do diagnóstico ao seu filho, inicialmente não é porque  o seu filho é inquieto, não sabe esperar por suas respostas  ou  fala o tempo todo que significa que ele tem TAG. Talvez, porque esteja precisando de limites mesmo. Consideramos TAG quando o comportamento se torna patológico (ou seja se instala de  forma constante e prolongada  na vida de qualquer pessoa inclusive o adolescente) interferindo negativamente na sua vida prejudicando ou impedindo o desenvolvimento de suas atividades provocando grande angústia. Neste contexto vamos a algumas orientações que podem auxiliar os pais no trato quando perceberem  que a ansiedade faz parte do cotidiano do filho. 

1º – Converse e escute seu filho sem julgamentos – Estimule-o a falar sobre seus sentimentos e sensações contigo, se ele está ansioso ou estressado ele precisa de uma referência para norteamento das suas ações, por isso saber que você está todo o tempo disponível já ajuda a diminuir um pouco a ansiedade.  Estimule-o com frases como: “Talvez você esteja passando por um momento difícil, ou tenha um assunto muito difícil de conversar, estarei ao seu lado para ouvi-lo sempre, lembre-se que te amo e quero muito te ajudar de alguma forma.” Nunca imponha uma conversa, nem faça interrogatórios, o mais importante neste momento é que o seu filho sinta um porto seguro em você. Para isto, reconheça seus sentimentos não desconsiderando o que está sentindo e crie um ambiente agradável para que tal conversa aconteça.

2º Ensine o filho a solucionar os próprios problemas – Ajudar os filhos no processo de solução dos seus próprios problemas trazendo-lhes independência (orientada) e autoconfiança ajuda-os muito no processo de controle da ansiedade. Momentos difíceis nos acompanham por toda a vida, quanto mais hábil me mostro na solução dos meus problemas, mais  autoconfiante me torno. Para isso devo ensinar o filho a identificar o problema com neutralidade (sem excesso de sentimentos, algo não tão fácil a fazer), para isto liste as possíveis formas de lidar com este problema as conseqüências destas e as diversas formas de solucionar, assumir as conseqüências e assumir a escolha feita. É importante também ensiná-lo que nem sempre tudo sai como pensamos, por isso devemos refletir sobre a solução do problema o que funcionou e o que não funcionou para ver como agir em situações futuras similares.

3º Não rotule seu filho negativamente – Não rotule seu filho como ansioso, tímido, nervosinho, caladão,  além de já reforçar um estereótipo que muitas vezes reforçará o padrão de comportamento que já se tem, muitas vezes tira da sua percepção a possibilidade de vir a ser algo diferente daquilo que se está no momento. Se você quer realmente ajudá-lo identifique momentos no dia a dia de superação das suas dificuldades e mostre-o quanto foi forte, lutador, persistente na luta da superação do seu conflito. 

4º Ensino o filho a ter pensamentos mais positivos – Muitas vezes o TAG Transtorno de Ansiedade Generalizada vem acompanhada de uma série de pensamentos desajustados (pessimistas) principalmente no momento da crise, isto porque sua percepção está desajustada ou hipersensível  com a realidade, neste momento ele (ou até a família) pode   precisar de apoio para ajudar a combater seus pensamentos negativos. Para isso ajude-o a identificá-los mostrá-los o outro lado da realidade e pensar em ações positivas possíveis para a situação.

5º – Busque a ajuda de um terapeuta – Não é incomum filhos adolescentes não ouvirem os pais (principalmente se ele já os vê como inquisidores no dia a dia) isso  além de prejudicial não os ajuda no relacionamento diário. Mesmo quando os filhos vê os pais como facilitadores da resolução dos seus conflitos torna-se essencialmente  necessário a contribuição de um especialista  quando a ansiedade passou a ser parte da vida de qualquer pessoa através do TAG, pois ela pode vir acompanhada de outros transtornos como  por exemplo a depressão. Um profissional da área da saúde como  psicólogo e/ ou médico pode ajudar com sucesso na resolução do problema.

Espero que a leitura deste artigo tenha lhe ajudado, aproveite e mostre a um amigo que necessita de uma leitura mais apropriada ao problema que esteja passando. Caso queira contribuir com críticas ou sugestões a esta coluna de comportamento escrita por Leonardo Sandro Vieira é só contactar pelo 33-98818-6858 ou 3203-8784 ou pelo e-mail:leosavieira@gmail.com 
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Leonardo Sandro Vieira 
CRP-04/43298

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