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Aprendendo a lidar com mentiras na adolescência

Então chegou a adolescência, aquela fase que muitos pais temem, confesso que alguns momentos parecem ter mais medo  da fase da adolescência do que as vulnerabilidades da fase infantil. Tenho dois filhos pequenos e alguns pais me falam com o ar alerta, nesta fase o trabalho é muito melhor (ou menor) do que cuidar de filhos adolescentes espere chegar adolescência ai você vai ver o que é trabalho. Particularmente compreendo que são demandas diferentes nos quais a cada fase de desenvolvimento vai exigindo de nós habilidades especificas, é normal que nós pais nos sintamos mais habilidosos em algumas fases mais que em outras, o que não quer dizer que não nos exija de nós energia para aprender a lidar com estas demandas.

Um público muito presente em meu consultório é adolescente,  percebo que realmente é necessário um manejo e identificação com o que acontece com eles para poder devolver de modo terapêutico suas demandas.

Muitos pais me pedem ajuda para lidar quando seus filhos estão mentindo.  A mentira consiste em não dizer a verdade, às vezes a intenção principal não era mentir mas, amenizar um determinado comportamento que considera inadequado aos olhos dos pais. A mentira pode se manifestar de diversas formas; ocultando a verdade, dissimulando situações, distorcendo, aumentando ou diminuindo fatos, não fazer ou não pensar o que se diz, prometendo o impossível ou usando de ambigüidades.

A cada mentira descoberta vai deixando os pais cada vez mais tristes, fazendo-os se sentir incompetentes diante dos ensinamentos passados durante a vida. Não posso deixar de falar que a regra faz o que eu falo e não faz o que faço não vale como fator de aprendizagem, se você usa de artifícios ligados à mentira no seu dia a dia possivelmente seu filho vai aprender contigo também.

Uma orientação muito importante aos pais, não é necessário rispidez e agressividade para demonstrar que um comportamento não é aceito isso afugenta e não desenvolve um relacionamento de confiança que é o objetivo principal para que este comportamento não se perdure. O que é necessário é tratá-lo com seriedade, de forma aberta mostrando as conseqüências da mentira e que um relacionamento sustentável como há entre pais e filhos, ou de uma amizade sincera  não se mantêm  de forma alguma na base da mentira, pelo contrário, um diálogo aberto sincero e cuidadoso por mais que difícil que seja pode fortalecer e muito o afeto e confiança dentro de um relacionamento.

Orientações práticas aos pais.

Mais do que agir com agressividade pelo fato da mentira, desenvolver um comportamento de ouvir as possíveis “justificativas” e orientar mostrando a gravidade e conseqüências da mentira é muito mais eficiente no processo de mudança de comportamento, nunca subestime ou finja que nada está acontecendo, haja com transparência e se necessário for aplique uma punição, mostrando que todo ato desajustado traz tem a sua inconformidade e necessidade de reparação, mas que esta reparação não seja como forma de humilhar e sim de trazer um aprendizado ao seu filho.

Nunca rotule seu filho com algo pejorativo, por exemplo, mentiroso nem máxime a situação,  além de reforçar ao pensamento de que fato ele é um mentiroso ou seja,  é uma “característica” dele,  acreditar nisso traz conseqüências terríveis. Mostre a ele que o que aconteceu foi algo situacional e que isso não faz parte da sua vida ensinando novas formas de lidar com a situação que não seja mentindo.

Pai e mãe não há problema algum em externalizar o quanto está magoado ou triste com o comportamento inadequado do seu filho, pelo contrário compartilhe isso com ele,  o que vai influenciar é o modo como você faz isso, você não o ama menos porque ele fez algo errado, mas você não concorda nem aprova o que foi feito, seu filho precisa saber que errou e isso o chateia muito. Chatear muito não é ficar jogando na cara o tempo todo, mas ter uma conversa franca, honesta e muitas vezes difícil pela frustração vivenciada. Finalizando deixo uma dica muito importante, fique atendo com a auto-estima dos seus filhos, pessoas seguras da sua auto-estima não lançam mão da verdade com facilidade para se auto-afirmar. Pense nisso

Espero que a leitura deste artigo tenha lhe ajudado, aproveite e mostre a um amigo que necessita de uma leitura mais apropriada ao problema que esteja passando. Caso queira contribuir com críticas ou sugestões a esta coluna de comportamento escrita por Leonardo Sandro Vieira é só contactar pelo 33-98818-6858 ou 3203-8784 ou pelo e-mail:leosavieira@gmail.com 
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Leonardo Sandro Vieira 
CRP-04/43298

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