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Aprendendo a lidar com os sentimentos/emoções e comportamentos por morar fora do Brasil (parte 01)

Possivelmente este artigo está sendo lido por um brasileiro que mora no Brasil por está sendo publicado num Jornal da Cidade de Governador Valadares-MG,logo, você pode ter a idéia que esse tema não tem nada haver com você  leitor. Bom, partindo da premissa da grande circulação do Jornal e que o mesmo é publicado na região do país que historicamente mais exporta brasileiros para fora do Brasil, compreendemos que, é grande a possibilidade do leitor ter um parente ou amigo que mora fora do Brasil, por isso este artigo terá 03 grandes objetivos: 1º trazer-lhe conhecimento daquilo que seus parentes ou amigos que moram fora do Brasil, estando legais ou ilegais sentem por morar no exterior. 2º Que você possa de alguma forma compartilhar com ele este artigo para ajudá-lo a compreender melhor seus pensamentos,  emoções, sensações e comportamentos, 3º se você ainda não acompanha mais de perto este seu amigo ou parente,  estimulá-lo a criar um vínculo maior de apoio  então vamos lá?!

A “oportunidade” chegou, não vou questionar o modo pelo qual você chegou no pais que está vivendo, pode ser a trabalho, estudo,intercambio, turismo (gostou tanto que resolveu ficar), tratamento de saúde,  enfim pode ser variados motivos. O que sei é que, o modo como você foi ao país onde está influencia diretamente o modo como vive hoje. Se foi de algum modo ilegal possivelmente você tem algumas s restrições em sua rotina diária podendo te trazer grande prejuízos em sua qualidade de vida.

O que podemos dizer é que, de algum modo, houve um sonho para esta tomada de decisão de morar fora do seu país de origem, pode ter sido/ou ser; “independência financeira”, melhor qualidade de vida por acreditar que o país iria oferecer melhores condições de se viver, queria aprender um novo idioma de modo fluente, isso daria uma ótima oportunidade de desenvolvimento da carreira quando voltasse ao Brasil, morar longe dos pais ou fugir do seu passado que tanto lhe incomodava, enfim houve um sonho lá atrás que o impulsionou ou ainda o impulsiona a continuar vivendo fora.

Houve um planejamento?! Tudo que é bem planejado há melhores condições de dar certo, o que não quer dizer que seja sinônimo de sucesso. Mas não podemos deixar de dizer que a coerência do planejamento bem feito aliando os recursos disponíveis; financeiros, emocionais, logísticos e humanos  contribui bastante para a boa execução deste planejamento, nisto temos duas situações;

A primeira situação é, quando você se frustra com aquilo que você planejou, mesmo que o planejamento tenha sido bem feito ainda corre-se o risco de encontrar situações adversas fora do nosso mecanismo de controle, o que nos deixa muito sentindo muito impotentes e frustrados diante cada nova situação vivenciada.

A segunda situação é, quando percebe que seu planejamento não tem nada haver com o que você pensou, tudo totalmente diferente, ou você subestimou o que vinha adiante (acreditando que não seria tão difícil assim), ou se superestimou (acreditava conseguia  vencer qualquer adversidade com muita facilidade) em qualquer um desses casos, ha  uma tendência a culpa, arrependimento mesclado ao sentimento de impotência que também é  muito grande.

Compartilhando uma pequena experiência parecida, entre os anos de 2010 a 2013 resolvi fazer um mestrado no Chile no modelo sanduíche (ou seja ,nos períodos de férias de janeiro e julho ficava aproximadamente 20 dias lá), me lembro que na primeira viagem mesmo com conhecimento da língua foi uma mistura de sentimentos quanto a expectativas do que iria encontrar lá, como seria minha vida neste período, o lugar onde dormir,  o medo de pegar qualquer meio de transporte e errar o ponto,  risco de sofrer algum acidente  ou ser assaltado, passar mal, tudo, tudo, passava na minha cabeça.  Me lembro que ao chegar no Aeroporto Internacional de Santiago e sair pra pegar o primeiro ônibus pensei “ Meu Deus e agora?! Somos só nós dois mesmo, não tem nem como ligar pra minha família e pedir apoio, senão os deixarei mais preocupados comigo e principalmente, muito pouco poderão fazer por mim, por favor me ajude. Pra quem nunca fez uma viagem internacional sozinho com muitas expectativas a serem resolvidas em função desta viagem dificilmente vai entender o que estas sensações fazem conosco, nos deixa em estado de alerta geral com iminente desconhecido, e olha que eu tinha tempo pra voltar, e quando não se tem? Ou e quando esse tempo é longo demais? Como ficarão meus entes queridos no Brasil? E se algo acontecer e eu não puder estar lá pra ajudar ou resolver? Será que essa viagem realmente ta sendo a melhor escolha pra minha vida e da minha família? O que está por vir?  

Não podemos deixar de falar que tudo isso está ligado a um grande contexto de mudança né?! Ter a consciência da necessidade de estar aberto a estas mudanças é essencial e sabendo que muitas delas não serão favoráveis ao modo como eu gostaria que fosse, desde pequenas coisas como a cama, o quarto que não tem como ser como eu gostaria até a privação financeira aliada a dificuldade da língua,  cultura e as poucas amizades.

Desenvolver um olhar de aprendizado ao novo habitat é essencial para o processo de socialização ao novo ambiente e conseguir desenvolver novas habilidades tendo uma percepção adequada dos novos desafios de maneira que consiga lidar melhor com cada um deles frente aos novos dilemas vivenciados. Este artigo não termina aqui, ainda tenho muito que compartilhar das experiências da prática clinica com pacientes que vivem no exterior (preservando a identidade e o sigilo, que são requisitos básicos da ética da minha profissão). Estamos desenvolvendo uma comunidade de apoio mútuo entre pessoas que moram no exterior, ainda está bem no inicio, troca de experiências entre as pessoas, vídeos com orientações e muito mais, ainda estamos começando, se você se interessa em participar envie uma mensagem para +55-33-988186858. Se você gostou aguarde, tem mais artigo continuando com a temática sobre Aprendendo a lidar com os sentimentos/emoções e comportamentos  por morar fora do Brasil e além de gostar, passe adiante para algum amigo que está morando fora.  Caso necessite fazemos atendimentos psicológicos on-line. Se quiser contribuir com críticas ou sugestões a esta coluna, escrita por Leonardo Sandro Vieira, é só contactar pelo +55-33-988186858 ou 33-9992-5711

Espero que a leitura deste artigo tenha lhe ajudado, aproveite e mostre a um amigo que necessita de uma leitura mais apropriada ao problema que esteja passando. Caso queira contribuir com críticas ou sugestões a esta coluna de comportamento escrita por Leonardo Sandro Vieira é só contactar pelo 33-98818-6858 ou 3203-8784 ou pelo e-mail:leosavieira@gmail.com 
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Leonardo Sandro Vieira 
CRP-04/43298

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