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E quando tudo parece que vai dar errado, o que devo fazer?

E quando tudo parece que não tem como mais piorar, mas continua piorando do mesmo jeito? Não sei se você já vivenciou momentos e ou sensações assim, parece que tudo vai dando errado, no trabalho só problemas, você espera que pelo menos em sua casa as coisas estejam boas, mas quando olha pra dentro de casa ela mais parece um furacão de tantos problemas, relacionamentos, filhos, vida financeira, amigos, tudo desandando e você não sabe nem pra onde ir ou fugir, na realidade nem sabe mais o que está sentindo mais de tão confuso que está.

Posso compartilhar que já senti algo parecido? Não foi nada fácil lidar com as situações e emoções do momento que vivi (psicólogo não é um ser isolado do mundo ou super homem que sabe resolver todos os problemas, ah que bom aprender a não cobrar superperfeição de mim, já fui muito escravo disso, posso errar e posso aprender e fazer diferente!!)  sinceramente, olhando agora pra situação vivida, acredito que não foi tão intenso o quanto pensei que era no momento, ou seja, acredito que superdimensionei a minha percepção sobre alguns aspectos do problema, pois em alguns momentos pensava que tudo ia dar certo, e em outros momentos pensava que tudo ia dar errado. Tudo que era vivido no ambiente de trabalho transbordava na vida e de outros amigos do trabalho também.  Agora sendo mais cuidadoso comigo e não exigindo além, posso ver que tive o manejo (comportamento) adequado para o momento com as minhas tentativas de resolução e contribuição para o grupo, o que passou disso era acima das minhas condições e nós não podemos ofertar nada além daquilo que temos pra oferecer então não posso me cobrar além do que fiz. Bom, esse artigo de hoje não é sobre minha vida, mas aproveitei a introdução com uma experiência pessoal para mostrar que momentos assim infelizmente nos é acometido durante nossas vidas e comigo também não é diferente, o DNA humano nos une socialmente, então o que podemos fazer nestes momentos? Eis algumas orientações:

1º Se dê um tempo para reflexão – Isso é essencial, sem esse passo, você dificilmente conseguirá um comportamento mais adequado para a situação, como diz a canção  “é preciso saber viver” o processo de saber demanda refletir, buscar algum modo de ajuda (amigos, conselheiros, profissionais da área da psicologia)  e elaborar e atuar melhor sobre as situações para não piorar mais ainda o que se está vivendo. Se você não tem esse espaço em casa, separe um tempo, vá para algum lugar próximo, uma montanha, coloque o tênis e faça caminhadas com o objetivo de refletir.

2ª – Qual a sua responsabilidade na desordem que você vive? Essa pergunta não é minha, e sim do papai Freud, e apesar de não ser um psicanalista mas, ser um eterno aprendiz da abordagem, não posso deixar de falar algo que nos teme contudo, totalmente necessário, nada acontece do nada, tudo tem um ponto de origem, compreender a origem dos nossos pensamentos, emoções e  comportamentos disfuncionais (e pra isso a psicoterapia nos ajuda muito)  nos mostra que muitas vezes nós mesmos podemos provocar mecanismos de auto-sabotagem e que teremos dificuldade de assumi-las, o objetivo dessa pergunta não é promover culpa e sim compreensão dos nossos modo-de-ser para que, no momento da desordem possamos ter um comportamento emocionalmente mais regulado e buscar formas de lidar com nossas incoerências para que não pioremos mais ainda as situações no momento da crise.  

3º – Faça tudo que for possível, o que não for aceita que dói menos – Hoje consigo aprender muito com a experiência que compartilhei no inicio do artigo, eu e todo um grupo queríamos muito mudar uma situação que vivíamos, porém haviam contextos fora da nossa alçada e por mais que nos esforçássemos algumas ações não dependiam de nós, hoje consigo ver que a maior parte do grupo fez seu papel com muito louvor, mas na época o que mais sentíamos era frustração por não nos sentir que o que fazíamos era suficiente e além disso o transbordo para outras áreas das nossas vidas era quase que inevitável, por se tratar de ambiente de trabalho, nossas rendas foram afetadas, senso de competência, nossos familiares acompanham torciam e sofriam conosco também.   

4º Cuidado com os seus pensamentos em momentos de crise – Quando estamos no momento de crise os sentimentos de pessimismo são os piores possíveis, dizemos que são espiralados com vetor para baixo, ou seja, com tendência a ir piorando cada vez mais a, e isso vai trazendo um conseqüências com reações fisiológicas como as do transtorno de ansiedade, taquicardia, transpiração acentuada, boca seca, desgastes físico entre outros. Logo dar um basta neste processo de aprofundamento nos pensamentos negativo é algo difícil, entretanto totalmente necessário, para isso há inúmeras técnicas, não é somente pensar positivo como muitos pensam, pensar positivo sem avaliação das minhas responsabilidades, papel dentro do contexto e avaliação criteriosa dos comportamentos que preciso mudar é um grande perigo para continuar em processo de frustração, por isso buscar ajuda profissional é algo totalmente recomendado nestes momentos pois tendemos a interpretar nossas percepções de modo muito confuso em momentos como este e continuarmos o ciclo de pensamentos que levam a comportamentos mais disfuncionais, ou seja, não saudáveis.

Uma palavra final, nada é eterno, nem a dor, nem a alegria, nem a tristeza, nem a euforia, tudo passa, aprender a viver compreendendo o propósito de cada momento da vida é um desafio, além disso uma virtude que gera uma grande satisfação durante a vida. Pense nisso.  

Espero que a leitura deste artigo tenha lhe ajudado, aproveite e mostre a um amigo que necessita de uma leitura mais apropriada ao problema que esteja passando. Caso queira contribuir com críticas ou sugestões a esta coluna de comportamento escrita por Leonardo Sandro Vieira é só contactar pelo 33-98818-6858 ou 3203-8784 ou pelo e-mail:leosavieira@gmail.com
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Leonardo Sandro Vieira 
CRP-04/43298Leonardo Sandro Vieira 
CRP-04/43298

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