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Família Disfuncional, um perigo dos dias atuais.

Você sabe o que é uma família disfuncional? Uma família disfuncional é aquela em que os seus membros agridem-se cotidianamente, os conflitos estão presentes a todo momento, há uma grande dificuldade de ter um alinhamento na comunicação. O abuso e jogo de poder é uma característica forte dentro do ambiente familiar provocando subjugação e dependência, um fator relevante deste contexto é que os membros desta estrutura familiar fazem pouco movimento de mudança, tornando-se acomodados e alienados ao próprio contexto de dor, adoecimento, infelicidade e imaturidade emocional que estes ambientes provocam.  

Mas você pode dizer assim: Mas Léo, minha família não é assim, dentro da minha casa não nos agredimos rotineiramente, nem os conflitos são tão intensos. Aí está o problema, ao estudarmos este padrão de relação familiar, percebemos 03 fatores importantes que vale a pena analisarmos: 1º A disfuncionalidade não começa de uma hora pra outra, ela começa com pequenos comportamentos como críticas persistentes, punições aleatórias, pequenas discussões que pouco a pouco vão tomando conta de boa parte da nossa forma de relacionar como se fosse algo comum do dia a dia. 2º A Contemporaneidade, onde nossas relações são cada vez mais superficiais ou líquidas ou seja as relações se desfazem com muita facilidade, faz com que nos tornemos insensíveis a dor do outro, não percebendo o que se passa com o próximo como escreveu o Polonês Zygmunt Bauman, e este próximo pode ser até quem está dentro  de nossas casas. 3º Têm crescido muito em nossos atendimentos indivíduos provenientes de ambientes familiares disfuncionais, trazendo consigo uma visão de mundo muito difícil de ser vivida (aprendido dentro de casa) se não ser pelo olhar da depressão, baixa-autoestima, auto-comiseração e até mesmo do suicídio.

Vale reforçar que as famílias disfuncionais não têm endereço certo, elas estão presentes em todas as classes sociais, indiferentemente do fator financeiro, educacional, religioso ou cultural ela se alastra por todo perfil de família.

Uma percepção equivocada deste contexto familiar é que, se pensa que os pais responsáveis por este modelo relacionamento familiar estão à beira de um divórcio pela situação que estão vivendo. Nem sempre é desta forma, muitas vezes as falhas do casal se completam provocando maior vinculo matrimonial, exemplo;  Um casal que bebe muito ou tem compulsão a compras ao ponto de gastar boa parte da renda na primeira semana do mês, os dois modelos ao passar da fase maníaca de consumo, se sentem culpados e passam boa parte do resto do mês descontando seus descontentamentos da vida financeira nos filhos, e os filhos por dependerem de afeto destes pais e compreender inicialmente que os mesmos são a principal fonte de nutrição emocional se colocam totalmente submissos a agressividade e ofensa verbal rotineira destes pais, aprendendo que, as relações de afeto normalmente são desta forma.  

Outros exemplos de comportamentos/sintomas de famílias disfuncionais são: Falta de respeito aos limites e pertences dos outros, discussões agressivas, trato desigual ou injusto, excesso de controle, falta de compreensão, sensibilidade e empatia à realidade ou necessidade do outro. Como lidar com este contexto familiar? Realmente é muito difícil, pois há pouca lucidez do que está realmente acontecendo dentro desta casa, como se tudo isso fosse normal, contudo, normalmente um membro da família é menos disfuncional, o que não significa que ele tem o poder de tomar grandes decisões de mudança, mas pode pedir ajuda a algum amigo, familiar ou profissional. É necessário encorajar toda família a mudanças. A terapia individual contribui muito aos indivíduos deste contexto familiar para ter principalmente maior independência emocional e aprender a atuar de modo a ter um impacto menor deste ambiente colérico. E uma terapia familiar faz com que todos percebam melhor a importância de falar sobre suas dificuldades e compreendam sua função dentro da estrutura familiar desenvolvendo então habilidades para atuar de modo mais funcional contribuindo para melhor maturidade e felicidade de todos.

Espero que a leitura deste artigo tenha lhe ajudado, aproveite e mostre a um amigo que necessita de uma leitura mais apropriada ao problema que esteja passando. Caso queira contribuir com críticas ou sugestões a esta coluna de comportamento escrita por Leonardo Sandro Vieira é só contactar pelo 33-98818-6858 ou 3203-8784 ou pelo e-mail:leosavieira@gmail.com 
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Leonardo Sandro Vieira 
CRP-04/43298

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