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Filhos, drogas e educação parental, um alerta aos pais.

Olá, pessoal! Tudo bem? Já começo dizendo que é um desafio escrever a temática da nossa coluna de hoje “Filhos, drogas e educação parental” de forma que caiba dentro dela rsrsr, há tanta literatura dentro desta área tanto numa linguagem científica ou cotidiana através de livros e vídeos e de forma orientada desenvolvido por psiquiatras, psicólogos, educadores, padres, pastores, que parece até que, é um tema muito batido e não merecesse tanta relevância. 

Confesso a vocês que,tudo isso, às vezes me parece ser pouco, quando me deparo com situações clínica com pais,  perplexos descobrem que, o perigo não mora ao lado, mas está às vezes dentro de casa, quando esses mesmos pais são chamados pelos educandários para conversar pois, foi na escola e não em casa que se percebeu que havia algo diferente com o filho, ou que, de repente do nada  (tô sendo muito sincero na parte “do nada”, nada é do nada, sempre tem relação com algo, mesmo que seja difícil  compreender no início)  descobrem drogas como cigarros de qualquer espécie desde tabaco, eletrônicos ou maconha, bebidas alcoólicas, na mochila, no guarda roupa, em algum outro lugar  dentro de casa escondido. Desta forma quero trazer um alerta a educação parental, mas o que venha a ser educação parental Léo?

A educação parental é a base principal, a diretriz, orientação e referência aos filhos dentro de casa para a vivência fora de casa. A educação parental, também conhecida como educação dos pais ou educação primária que normalmente são executadas pelos os pais, os primeiros cuidadores da vida.  Quando bem trabalhada, esta educação proporciona um crescimento cognitivo e emocional  saudável à criança mesmo em momentos de criticidade, possibilitando   condições autorreguladoras para o seu crescimento. Essa educação possui uma grande influência e referência para que a criança ao longo das outras fases da vida possa ter uma percepção coerente do mundo em sua volta e ter capacidade de fazer escolhas mais assertivas.

Pais, tomem cuidado para não criar no filho a ideia que só será valorizado ou amado se for perfeito, a elaboração interna desse conteúdo pode não ser das melhores, pois muitos consciente ou inconscientemente elaboram da seguinte forma;

Situação 01 – Já que não sou amado ou nada que faço é bom, não preciso “tentar” fazer nada que compreendo que é bom, pois nunca  conseguirei, desta forma, se entregam ao que parece a tudo aquilo que possa desagradar os pais, pois nunca os agradará e os pais sempre caem na armadilha e mostram a insatisfação tornando então num ciclo vicioso “já desagrado sempre mesmo olha como são sempre insatisfeitos comigo, não preciso me esforçar para fazer nada diferente”

Situação 02 –  Outro caminho que também pode acontecer é “se esforçar muito pra ser perfeito, tentando agradar ao máximo aos pais e as instituições externas, pois só assim será valorizado, amado, nisso se desenvolve o perfeccionismo e como sabemos ninguém é perfeito e o peso de ser perfeito exige por muitos momentos “fugas” para este mundo de tantas  regras auto impostas e assim buscam formas para se aliviarem. O susto é quando percebo este filho(a) que eu considerava maduro(a) e não precisava me preocupar pois era sempre responsável e sabia tomar decisões preso dependência como do álcool (uma droga socialmente aceita) estes casos normalmente só são descobertos bem mais tarde pelos pais, pois tudo ia acontecendo despercebido e  esses casos são mais comum do que o contrário.

Me choca muito quando ouço de pacientes que hoje se consideram “limpos”  mas passaram por momentos de grande dificuldade pois dependência química é algo muito difícil de lidar,  envolve questões muito mais além do que o senso comum vê, desde questões neurobiológicas que “dominam” o corpo e por isso o discurso “você tem força” ou “se quiser você consegue” isso acaba emocionalmente com qualquer dependente químico mostrando que ele é um total fracassado, o ideal é buscar profissionais técnicos especializados em tratamento de dependência química, mas voltando, quando estou com esses pacientes e os mesmos contam que, tiveram a oportunidade de fazer a escolha certa lá atrás na adolescência quando se envolveram com algum tipo de droga e percebem o grau de responsabilidade que possuem neste processo, mas também verbalizam eu não tinha tanta maturidade naquele e momento álcool, cigarro e tantas coisas tão perto, foi dentro de casa Léo, escondido sem meus pais perceberem que eu aprendi a fumar, depois ao encontrar colegas na escola que fazia a “mesma coisa” começamos  nos juntar e compartilhar nossos hábitos em comum, é algo “simples” como o cigarro de repente não era mais suficiente buscamos outras drogas mais “aliviadoras”.

Por isso digo, pais por favor abram os olhos, cuidado com que colocam dentro de casa, não estou falando que não podem ter ou consumir eu não tenho esse direito, estou dizendo que compreenda a fase e momentos que em que seu filho(a) está, aproveite sua vida sim, mas compreenda que moderação, equidade, domínio próprio, autorrespeito, saúde socioemocional são princípios que devemos ensinar os filhos e não só regras do que pode e não pode. Me perdoem, mas se você não sabia que ter filhos dava tanto trabalho assim e já é pai,  não dá pra fugir dessa responsabilidade, é cansativo é mesmo, mas não dá pra terceirizar isso a outros, avós, família ou escola.

Quando vejo disciplinas como projeto de vida, desenvolvimento socioemocional no currículo das escolas percebo o salto que demos na educação é incrível trazer isso para dentro da sala de aula ainda mais no mundo conturbado que estamos e principalmente ampliamos o sentido da palavra educação saindo do paradigma conteudista, contudo a escola é uma parceira da educação dos filhos, e não o contrário, a responsabilidade inicial  da educação socioemocional dos meus filhos é minha e não da escola, ela é uma parceira neste processo, do contrário, o resultado na vida da criança ou adolescente para uma vida saudável é muito difícil.

Finalizando pais (preciso finalizar rsrs) nós sempre seremos referência para nossos filhos, às vezes boa outra vezes não tão boa, o objetivo dessa fala não é culparmos, também sou pai e sei a dor e a delícia desse papel e sinceramente é muito mais delícia do que dor (pelo menos é a experiência que tento desenvolver dentro da minha casa). Outra reflexão é nós não temos bula, não somos perfeitos, erraremos em algo, é normal, nossos filhos também aprendem com nossos erros e principalmente com o que fazemos com os nossos erros, por isso o objetivo não é ser perfeito mas compreender o papel que nos cabe sendo pais e se nós não temos bula pra nós mesmos, imagina pra filho?! Não se culpem se seu filho(a) fez algo de errado em algum momento como vemos, nós não somos perfeitos, eles também não serão, contudo, que tenhamos a consciência do nosso papel e que, quanto mais tempo de qualidade tivermos na orientação e cuidado com os mesmos na infância e adolescência melhores (não perfeitos) serão os frutos que eles colherão e a alegria que teremos ao vê-los nos adultos saudáveis que se “transformaram” através das escolhas que aprenderam a fazer através da nossa orientação e apoio ao longo da vida.  

Espero que este texto possa contribuir de alguma forma positiva o desenvolvimento da sua vida, ou de um familiar ou amigo, por isso, se tiver gostado mostre ou repasse a alguém que considerar necessário. Caso queira contribuir com críticas ou sugestões a esta coluna de comportamento, escrita por Leonardo Sandro Vieira, é só contactar pelo 33-988186858 ou pelo e-mail:leosavieira@gmail.com ou pelo nossos canais de interação no    https://linktr.ee/institutoaprendendoalidar

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Leonardo Sandro Vieira 
CRP-04/43298

One thought on Filhos, drogas e educação parental, um alerta aos pais.

  1. Parabéns novamente, excelente texto.
    Gostei muito das orientações para lidar com os filhos e principalmente quando chama atenção que educação primária são dos pais.

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