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Meu filho(a) e meu parceiro(a) não se dão bem, e aí? Como lidar com essa situação?

É, meu amigo, minha amiga! Se você vive essa situação, você está vivendo grandes dilemas em sua vida, que possivelmente esses dois estão te colocando diariamente. Não é nada fácil viver dentro de um contexto como esse, normalmente você fica dividido (a) entre várias situações difíceis que essas pessoas que você ama e são extremamente importantes em sua vida acabam te colocando, causando muito sofrimento e desgaste mental e emocional. 

Caso existam dúvidas, se há dificuldade de relacionamento ou aceitação entre eles, vou deixar aqui alguns sinais  que demonstram que seu filho(a) e seu parceiro(a) não se dão bem. 

  • Eles evitam a presença ou companhia um do outro, normalmente sempre tem desculpas para não estarem juntos, mesmo que seja com a sua presença ou principalmente com a sua presença. 
  • Sempre apresentam uma “pequena” queixa  ou situação para não estarem juntos.  
  • Brigam por sua atenção apontando que normalmente você dá mais atenção a um do que ao outro, como se precisasse sempre estar medindo quem parece merecer mais atenção. 
  • Sempre  buscam pequenos “defeitos” e ficam comentando com você como se fosse necessário sua intervenção para mudar ou uma tomada de decisão se continuar dentro desta relação. 

Bom, há várias outras características que poderia evidenciar aqui, mas deixei essas muito evidentes em relações que estão em algum tipo de conflito como este. 

Também não podemos deixar de apontar que por trás destes comportamentos existem alguns medos, que são “normais”, e que, tentar reconhecer a origem destes medos e resistências em conversas saudáveis e maduras  podem te ajudar a lidar melhor com esta situação. 

  • Tanto seu filho(a) ou parceiro(a) podem estar com medo dos novos papéis que terão que assumir, desta forma por não compreender e sentir-se inseguros dentro desta nova relação acabam tentando boicotar-lá ou até mesmo a própria relação de afeto que possui contigo,  porque ainda não conseguem elaborar encontrar dentro de si onde se caberá dentro desta relação. Tentar compreender o que é um papel de pai, mãe, padrasto, madrasta, amigo, enteado, enteada, filho, filha  e o que gostaria de ser dentro dessa relação é algo que pode ajudar neste processo. 
  • Demonstrar o quanto se sente emocionalmente angustiado e sem forças por ter que ficar equacionando o afeto, desafeto e comportamento de ambas partes lhe ajudará muito neste momento também. 
  • É normal tanto namorados(as) e filhos(as) evitarem relacionamentos porque tem medo de apegar-se, o apego é um afeto muito forte que vincula as pessoas, dentro deste contexto já há um perda que foi o distanciamento ou perda do pai ou mãe e do namorado(a)  ter medo de acabar gostando do seu filho(a) e depois a relação não dá certo e ficar apegado a criança, portanto como forma de se protegerem dessa perda e dor  preferem um certo distanciamento.
  •  Alguns parceiros(as) por nunca terem tido filhos acabam tendo um certo medo se vão conseguir lidar com crianças, ficando nervosos, ansiosos e se sentem incapazes de lidar  com a situação, se perceber que este for este for caso, sugiro ir orientando com leveza como é lidar com uma criança e reforçar pouco a pouco essa interação. 
  • ATENÇÃO MÃE e PAI: CUIDADO, se a realidade for de troca de pares constante e a cada novo “ficante” você traz pra dentro de casa sem o mínimo de compromisso, aí a IMATURIDADE EMOCIONAL E IRRESPONSABILIDADE COM O FILHO está é contigo e por favor, quem tá fazendo um grande mau a saúde mental do seu filho É VOCÊ.

Há que se ter muita atenção porque se a origem do distanciamento está ligada a indiferença, egoísmo, não gostar do seu filho(a), não gostar do seu parceiro(a) por razões bem coerentes e que às vezes você até dificuldade de perceber. Pare, observe, pense com cuidado como seu filho(a), parceiro(a) te tratam, eles também podem perceber que você não é bem tratado(a) por um deles e não haja reciprocidade na relação que você possui ficam chateados com essa situação, sentem dificuldade em falar e por isso preferem se distanciar. 

Uma última orientação, não menos importante, não firme um compromisso sério, ou seja, não case sem antes resolver essa situação, se casar, possivelmente você viverá um “inferno” durante toda relação até que ela os separe, infelizmente é assim que termina a maioria das relações mal resolvidas desde o início. Se você está vivenciando algo similar, invista forças agora, busque apoio profissional para que consiga viver uma vida melhor e mais saudável dentro das relações que possui em sua vida não só agora, mas pensando no que deseja no futuro dessas relações.  

Espero que este texto possa contribuir de alguma forma positiva o desenvolvimento da sua vida, ou de um familiar ou amigo, por isso, se tiver gostado mostre ou repasse a alguém que considerar necessário. Caso queira contribuir com críticas ou sugestões a esta coluna de comportamento, escrita por Leonardo Sandro Vieira, é só contactar pelo 33-988186858 ou pelo e-mail:leosavieira@gmail.com ou pelo nossos canais de interação no    https://linktr.ee/institutoaprendendoalidar 

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Leonardo Sandro Vieira 
CRP-04/43298

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