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O Amor próprio e limites dentro da relação a dois.

Ah, o amor a dois! tão bonito em nosso mundo imaginário, mas as vezes tão difícil de vivenciar   no mundo real, às vezes parece tão difícil que alguns preferem nem acreditar que existe essa forma de sentimento por já ter vivenciado tantas desilusões e sofrimento em suas vidas afetiva e relacional.

Uma das causas de muitos fracasso afetivos é a dificuldade que muitos possuem de ter maturidade de compreender que entre uma relação à dois deve continuar existindo o amor próprio e a preservação da sua identidade sem deixar de respeitar o próximo, não se subjugando ou se julgando superior a todo momento como forma de receber atenção. Uma relação de equidade é saber reconhecer as diferenças que é comum existir em todo casal. Outro ponto muito relevante é saber que em todos os modelos de relações que temos  (conjugal, familiar, parental, amizade, profissional, dentre outras) devem haver limites,  e que caso esses limites não existam a não aconteçam, a possibilidade de nos emaranharmos  na vida do outro, não sabendo diferenciar qual conteúdo, sentimento e responsabilidades que tenho é originalmente relacionado comigo ou com o meu parceiro(a) e o que fazer com este conteúdo ou sentimento é muito difícil, por final, isso  causa aquela velha queda de braço onde cada um sai impondo seus desejos e vontades sem reconhecer os limites e papel de cada um dentro das suas relações.

O nível de autoconhecimento e autoestima que temos influencia diretamente em nossa autoimagem, no sentimento de mais valia e, o impacto da nossa percepção sobre o comportamento do outro em função dessas percepções é enorme, por isso, entender a nossa história de vida, aprender com ela e, o mais difícil, aceitá-la e elaborá-la de modo maduro  trazendo uma aprendizagem para os nossos passos do presente e futuros é fundamental para a vivência a dois.

A escolha do companheiro(a)  normalmente é realizada pela emoção e sensações, levando em consideração as nossas necessidades afetivas, um comportamento tomado quase que de forma inconsciente, contudo, sempre levando em conta que de alguma forma terá algum tipo de apoio ou necessidade emocional suprido(a) e que possivelmente não foi atendido em outros momento da vida, mas, para vivenciar bem essa dinâmica depende da visão mútua (e reforçando madura)  do casal. Senão nos esforçarmos para melhorar e conhecer a nós mesmos, não seremos capazes de escolher um companheiro(a) adequado(a), que nos permita viver uma relação de apoio mútuo.

A ideia que tudo por amor vale a pena é muito perigosa, pois cria em muitos a percepção que devem se sacrificar ao extremo não reconhecendo suas necessidades afetivas em função de obter uma atenção exclusiva acreditando que só existirá felicidade se outro o atender totalmente, percebe que isso é um senso de subjugação?

Outra ideia perigosa é a de que o  companheiro(a) deve suprir todas as necessidades afetivas do seu parceiro(a), isso se torna uma cachoeira de frustrações permanente na vida do casal, uma forma de lidar com isso é manter outras relações saudáveis e necessárias à vida como; família, amizades, profissional e compreender o espaço e limite de cada um em sua vida, isso deixa a relação rica para compreensão das diferenças e amadurecimento do casal quando bem trabalhadas entre ele.

É interessante como muitos buscam intensamente a aceitação do outro, mas estas mesmas pessoas possuem dificuldades em aceitar-se como são e não percebem que passam por isso. Imaginem o caos que estas pessoas causam em sua volta! Percebe novamente a necessidade de autoconhecimento e do amor próprio de forma saudável para poder saber como afeto do outro(a) o afeta e vice-versa para poder relacionar-se de maduramente e assim compreender suas limitações para poder sinalizar de forma coerente suas percepções e o que sente aos que estão em sua volta e principalmente aos seus pares para assim manter uma relacionamento afetivo de modo gostoso e saudável dentro das diferenças existente entre  o casal.

Espero que a leitura deste artigo possa tê-lo ajudado, aproveite e mostre a um amigo que esteja vivenciando uma situação parecida. Caso queira contribuir com críticas ou sugestões a esta coluna de comportamento, escrita por Leonardo Sandro Vieira, é só contactar pelo 33-98818-6858 ou pelo e-mail:leosavieira@gmail.com ou pelo nossos canais de interação no    https://linktr.ee/institutoaprendendoalidar

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Leonardo Sandro Vieira 
CRP-04/43298

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