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O que é e em quais demandas psicológicas são recomendadas a Terapia do Esquema.

Hoje decidi escrever sobre a abordagem que atuo, a  terapia do esquema  por perceber que ainda existem muitas pessoas desde leigos a profissionais que não a conhece ou tem muitas dúvidas acerca dessa nova abordagem na psicologia, frequentemente recebo perguntas sobre a Terapia do Esquema nas minhas redes sociais, isso acredito ser normal, poder ser uma abordagem relativamente nova na psicologia e por quebrar paradigmas que inclusive eu aprendi quando fiz minha graduação em psicologia como por exemplo que, as  abordagens da psicologia (comportamentalismo, cognitivismo, existencialismo, Gestalt, psicanálise entre outras) não se correlacionam entre si, impossibilitando que o profissional que tenha a sua abordagem de atuação definida, possa em algum momento ter outro olhar que possa completar a sua observação diagnóstica e intervenção terapêutica durante a psicoterapia, neste aspecto a terapia do esquema enriquece de modo fenomenal ao profissional pois ela é uma abordagem integrativa, é impossível durante o estudo e  compreensão da sua fundamentação teórica ficar sem perceber um olhar muito bem entrelaçado das outras abordagens da psicologia sem confundir-se  com uma linha de análise  e compreensão própria da terapia do esquema ao indivíduo com metodologias muito bem definidas para o bom manejo do profissional. Desta forma, todo profissional de psicologia pode atuar com a Terapia do Esquema, quer seja como abordagem principal ou como abordagem complementar à sua abordagem já escolhida, pois ela não trará embates de compreensão do individuo durante o processo psicoterapêutico, pelo contrário, enriquecerá o seu trabalho.

A terapia do esquema (TE) surge principalmente através do psicólogo norte-americano Jeffrey Young com outros estudiosos no final dos anos oitenta, no acompanhamento de pacientes que apresentavam problemas interpessoais de longa duração, relacionados com transtornos de personalidade e do tratamento a casos que eram considerados difíceis o manejo em outras abordagens. Jeffrey Young conseguiu demonstrar a grande eficácia nos tratamentos e resultados através de pesquisas e congressos científicos nos anos 90 e início dos anos 2000.

Ao longo do tempo a terapia do esquema foi deixando de ser uma abordagem específica para casos de difíceis intervenções clinicas como transtornos de personalidade borderline, transtorno de humor bipolar para casos de maior frequência à rotina profissional como;  transtornos de ansiedade, medo, luto, pânico e traumas e trazendo várias possibilidades de intervenções clínica para diversos públicos como criança, adolescente, adultos, casais, conflitos intrafamiliares  e idosos.

O termo esquemas é originado da terapia cognitiva comportamental, eles são chamados de forma mais técnica de Esquemas Iniciais Desadaptativos (EID). Eles são formados a partir da interação entre o temperamento do indivíduo com um ambiente quando não atende suas necessidades emocionais básicas desde a infância ao longo da vida nos momentos crise.

Jeffrey Young em seus estudos apropria-se muito da teoria do apego desenvolvida por John Bowlby um psicólogo, psiquiatra, psicanalista britânico nascido no início do século passado e que consegue produzir uma vasta pesquisa e literatura nos anos cinquenta sobre os modelos de apego que as crianças demonstram e que, os pais normalmente não percebem e que podem ir reverberando ao longo da vida do indivíduo. O apego está essencialmente ligado às formas de percepção e interação da criança com os seus cuidadores principais, seu temperamento e o ambiente que está vivenciando.

Estes esquemas disfuncionais desadaptativos reforçam o nascimento e continuação de comportamentos considerados, inapropriados, imaturos, disfuncionais e problemáticos na vida do paciente, e o pior, ele acredita cegamente que estes comportamentos inadequados, são justamente adequados e necessários a sua sobrevivência, por isso os utilizam de forma contínua, outro ponto muito forte dentro da terapia do esquema é a investigação dos sentimentos do pacientes para que ela possa aprender a reconhecer sua origem como aprenderam a sentir e a agir e que nem sempre este modo de agir é o mais adequado podendo ser justamente o contrário. Jeffrey Young em seus estudos conseguiu classificar 18 tipos de esquemas que podem modelar nossos sentimentos, pensamentos e comportamentos ao longo da nossa vida, desta forma, o tratamento terapêutico busca estratégias de intervenção de modo a afetar possibilitando novas ressignificações aos sentimentos, pensamentos e comportamentos contribuindo ao indivíduo mesmo naqueles casos considerados mais difíceis alcançar ótimos resultados terapêuticos com comportamentos mais maduros e funcionais, provocando um melhor bem estar ao dia a dia do paciente.

Fiz minha formação em terapia do esquema nos fins de semana durante dois anos em Belo Horizonte com profissionais enviados pelo Instituto Wainer de psicologia do Rio Grande do Sul, o mais interessante era ver na turma alunos não só de Minas Gerais, mas também de outras partes do Brasil como Brasília e Espírito Santo que já eram profissionais de longa experiência na psicologia com atuação outras abordagens e médicos psiquiatras buscando este novo olhar que a ciência da psicologia nos proporciona neste momento. Vale lembrar que o instituto Wainer de Psicologia é o único do Brasil que possui uma parceria direta com o centro de pesquisas do Dr. Jeffrey Young ainda vivo nos Estados Unidos proporcionando ao profissional formado certificação como terapeuta do esquema da associação americana.

À sociedade é importante saber que a psicologia como ciência também está em evolução na busca de respostas a novos dilemas vividos na atualidade, assim como a terapia do esquema temos outros novos olhares dentro da psicologia que estão em desenvolvimento sem desprezar o que já se conseguiu construiu como ciência como também agregando as novas conquistas científicas.

Espero que a leitura deste artigo tenha lhe ajudado, aproveite e mostre a um amigo que necessita de uma leitura mais apropriada ao problema que esteja passando. Caso queira contribuir com críticas ou sugestões a esta coluna de comportamento escrita por Leonardo Sandro Vieira é só contactar pelo 33-98818-6858 ou 3203-8784 ou pelo e-mail:leosavieira@gmail.com

Em oportunidade também estamos promovendo um curso de fundamentos de terapia do esquema que acontecerá numa imersão de modo on-line nos dias 22 e 23 de maio, para saber mais e se inscrever basta entrar no site institutoaprendendoalidar.com.br

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Leonardo Sandro Vieira 
CRP-04/43298

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