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O que é uma família Psicossomática? Será que a minha família é assim?

Sabe aquele padrão de família que só se relaciona na base de crises?  Para esse modelo familiar se não há crises não há porque se relacionar, precisa sempre de alguém estar enfermo, com dificuldade financeira, crises de relacionamento ou outros problemas para poder interagir.   Isso acontece porque a vinculação familiar está baseada nos papéis de cuidado, não conhecem outras formas de demonstração de afeto e comunicação não ser por via da dor.

Famílias psicossomáticas são famílias que dão uma ênfase excessiva nos papéis de cuidado funcionando melhor quando alguém está doente fisicamente por exemplo. As famílias psicossomáticas são caracterizadas principalmente pela dificuldade de definições de limite, por fronteiras difusas e tendência a apoiar a expressão somática dos conflitos, ou seja, ela supervaloriza os conflitos para poder se mostrarem presente mesmo que isso traga muito desgaste ao dia a dia.  

Apesar de ser um padrão incomum de família, ela é difícil de ser percebida, pois tende a apresentar-se como uma família perfeita,  sem problema, super protetora, não percebendo sua disfunção. Esse padrão dificilmente briga entre si, contudo os papéis de cooperação mútua diário são poucos desenvolvidos, a não ser que haja uma dor para estimular a necessidade este vínculo. Parecem uma família ideal, porém apresentam uma vida de fantasia empobrecida, com maior propensão ao raciocínio concreto, preocupação com o sucesso e disposição para falar de sintomas corporais, mas não falam dos afetos, expressam os desafetos com mais facilidade e não demonstram carinho entre membros familiares participantes. 

Vale lembrar que famílias são consideras sistemas abertos, ou seja, é permeável por influências do exterior como trabalho, escola, religião, qualquer informação ou ação destas e outras áreas da vida.  . Além disso, todo grupo possui sua identidade e com as famílias não é diferente, a identidade está mais direcionada à forma padronizada ou “congelada” de comportamentos que ela tende a agir com os fatos em sua volta.

 O somatório das características individuais de cada membro contribui para compreensão da atuação grupal da família.

Se por outro lado, cada um desses elementos familiares tem uma maior ou menor capacidade para exercer uma influência preponderante sobre outros elementos, eles podem ir estimulando a processos de mudanças disfuncionais (não saudável) ou funcionais (saudáveis) à família podendo levá-la a outro padrão de atuação, contudo esses movimentos de mudanças não são nada fáceis de ser conjugados pois, normalmente esses padrões de comportamento familiar muitas vezes estão ligados a uma história de um antepassado considerado um super herói, que deixou um legado grande na família justificando  manutenção de tal comportamento.

É necessário muito manejo para lidar com famílias psicossomáticas, pois a dificuldade de enxergar-se como tal é muito grande. Este será o primeiro desafio assumir que é assim para promover mudanças pouco a pouco.

Inicialmente o indivíduo que assume este papel de estimular atitudes mais colaborativas, independente de crises e de demonstrar afetos a qualquer momento tende a ser um pouco hostilizado ou não levado a sério, mas se tiver um bom manejo e for persistente consegue bons resultados, do contrário, um profissional que pode auxiliar e muito neste processo é um terapeuta de família, ele é um facilitador “neutro” nesta dinâmica familiar e traz considerações consistentes levando os membros familiares a elaborar seus afetos e disfunções tirando-os deste contexto de família psicossomática.

Espero que a leitura deste artigo possa tê-lo ajudado, aproveite e mostre a um amigo que esteja vivenciando uma situação parecida. Caso queira contribuir com críticas ou sugestões a esta coluna de comportamento, escrita por Leonardo Sandro Vieira, é só contactar pelo 33-988186858/ 9992-5711 ou pelo e-mail:leosavieira@gmail.com ou pelo site: www.aprendendoalidarcom.com.br.  

Espero que a leitura deste artigo tenha lhe ajudado, aproveite e mostre a um amigo que necessita de uma leitura mais apropriada ao problema que esteja passando. Caso queira contribuir com críticas ou sugestões a esta coluna de comportamento escrita por Leonardo Sandro Vieira é só contactar pelo 33-98818-6858 ou 3203-8784 ou pelo e-mail:leosavieira@gmail.com
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Leonardo Sandro Vieira 
CRP-04/43298

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