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Será que sou uma pessoa do tipo esponja emocional?

Você já ouviu falar a expressão “esponja emocional”? Já ouviu falar de pessoas que são verdadeiras esponjas emocionais? Eu já ouvi de pacientes falar que se sentem como esponjas  e que por isso ao final do dia se sentem acabadas porque sugam (até mesmo sem querer) tudo que está ao seu redor. Se você ainda nunca ouviu falar, ou não sabe o que é vamos deixar aqui um conceito que facilita a compreensão do que seria uma pessoa com características de uma esponja emocional.

Segundo a psiquiatra Judith Orlof “pessoas esponjas, para o bem ou para o mal, assumem os sentimentos alheios. Se são sentimentos bons, vão ser energizadas por eles e florecer. Mas se são emoções negativas, não saberão filtrá-las, o que pode desencadear cansaço e outros problemas mais sérios como depressão, pânico e vícios. Além disso, essa alta sensibilidade pode prejudicar a vida amorosa das pessoas esponjas. Muitas absorvem tudo do parceiro porque são incapazes de negociar suas necessidades na convivência a dois.

Normalmente pessoas esponjas possuem o discurso que são empáticas por sentirem o que as pessoas estão ao seu lado estão sentido, mas na realidade não conhecem o verdadeiro sentido da palavra empatia, ou seja, significa que devem realmente assumir o que o outro  sente, e na realidade não é assim. Empatia e ter o olhar de cuidado e compaixão (um palavra pouco utilizada hoje, muitas vezes tenho a ideia que a sociedade criou uma imagem que as pessoas não podem sentir compaixão de si ou do outro, um orgulho antissocial terrível) mas no caso das pessoas que se dizem muito empáticas mas não sabem exercer a empatia sem separar o sentimento que é dela e o que é do outro, sabendo reconhecer a vulnerabilidade do outro e de alguma forma tentar aliviar ou contribuir para uma mudança, não é trazer uma carga emocional pra si sentindo-se mais exausto com algo que não é dela, isso não ajudará a ajudar o próximo, pelo contrário, só atrapalhará, isso é tóxico, por sinal muito tóxico. Um dos grandes problemas destas pessoas é que sentem grandiosamente responsáveis pelos problemas dos outros e acabam se envolvendo em situações que podem na realidade até dificultar o próximo a desenvolver a capacidade de resolver os seus próprios problemas.

Se você se vê dentro deste perfil compreenda que sua saúde mental é muito mais vulnerável, justamente por somatizar tudo ao seu redor, por isso acaba muitas vezes se desregulando emocionalmente com excesso de sensibilidade demonstrando-se irritado, nervoso, agitado, cansado e com uma de auto cobrança demonstrando ser muito punitivo consigo não tendo autocuidado e mostrando muito cuidadoso com outro, contraditório isso né?! Mas é um dos comportamentos mais típicos da pessoa com alta sensibilidade aos problemas alheios, que se tornam esponjas emocionais.

Se você ao ler este texto se lembrou de algum amigo, ou se identificou, deve estar pensando, mas como lido com isso?! Vai aqui uma orientação que contribui e muito. Aprenda estabelecer limites sem sentir culpa, passe a dizer não quando achar que deve. Isso não significa deixar de ajudar alguém, mas passar a dar prioridade às suas necessidades para viver melhor mais saudável e dignamente. Você não precisa ficar ouvindo um amigo falar horas e horas sobre um problema, após ouvir o necessário, peça a palavra educadamente exponha sua percepção sobre o caso que ele está relatando com criticidade, atenção e  cuidado e enfim diga que possui outra questão a ser resolvida e que não pode mais ficar ali com ele por mais que queira lhe dar mais atenção, o componente da educação contribui em qualquer situação em que precisa sair sem ser mau visto, você colocou limite, contribuiu dentro do seu tempo e saiu sem ficar divagando e absorvendo mais do que o necessário.

Mas, lembre-se cada caso é um caso, sem receitas por favor, é necessário refletir e compreender o que realmente tem haver contigo, a origem e as estratégias que melhor se adaptam a você e principalmente procure um profissional de saúde mental  principalmente psicólogos, psiquiatras eles podem contribuir com orientações mais precisar compreendendo melhor o que se passa contigo. Um grande abraço e até o nosso próximo artigo em nossa coluna.

 Espero que a leitura deste artigo possa tê-lo ajudado, aproveite e mostre a um amigo que esteja vivenciando uma situação parecida. Caso queira contribuir com críticas ou sugestões a esta coluna de comportamento, escrita por Leonardo Sandro Vieira, é só contatar pelo 33-98818-6858 ou pelo e-mail:leosavieira@gmail.com ou pelo nossos canais de interação no    https://linktr.ee/institutoaprendendoalidar

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Leonardo Sandro Vieira 
CRP-04/43298

One thought on Será que sou uma pessoa do tipo esponja emocional?

  1. Sou suspeito em falar, mas outro texto muito bom, Explicativo de fácil compreensão, que transmite mensagem objetivamente.
    Parabéns.

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